TALLER

DOCUMENTOS

A FORÇA DA CORPORALIDADE NO ESPAÇO DA RELAÇÃO

Maria Goretti Coelho
CBT
APAB - Associação Portuguesa de Análise Bioenergética
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Proponho um trabalho sobre a relação adulto/criança, no período desafiante compreendido entre o primeiro ano e meio e os três anos de vida.
Nesta fase, a maturação fisiológica está completa. A criança possui o sentido da axialidade e da lateralização e, a partir daí, toda a coordenação motora. Por isso, está capaz de experimentar a força da sua corporalidade (potência), com a intensidade e o ritmo que quiser. Inclusivamente, ela é capaz de fazer o movimento ou de o reter. Ela decide e tem o controlo absoluto. O desafio, para a criança, é o de poder ir buscar o que quiser, confiar no seu corpo e na sua autonomia. O desafio, para os pais, é o de ter capacidade para dar suporte e validar a criança na sua autonomia e valor, respeitando o seu ritmo e as suas capacidades e, ao mesmo tempo, de dar contenção à sua impulsividade motora e de a ajudar a escolher.
Nesta etapa do desenvolvimento, pode-se aprender o equilíbrio entre contenção/espontaneidade e o sentido da verdadeira autoridade. Inevitavelmente, os pais sempre têm expectativas em relação aos seus filhos e a fronteira entre poder/autoridade, retenção/contenção, impulsividade/espontaneidade é muito ténue.
O ponto de partida deste trabalho assenta na crença profunda de que a criança confia nos pais e quer sair gratificada do desafio relacional.
A minha opção é partir do potencial, usando a música e o movimento criativo. Os exercícios propostos recriam o trio familiar, em que é suposto os "pais" (1) harmonizarem-se relativamente às instruções a dar à "criança", (2) protegerem e conterem a vitalidade da "criança", (3) validarem o seu movimento criativo e o seu ritmo e (4) conduzirem-na numa escolha segura.

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